terça-feira, 23 de março de 2010

Mau tempo

O mau tempo chegou. Definitivamente chegou!
E se acham que estou a ficar maluca, venham para a Noruega entre Dezembro e Março e digam-me qual deles é o mau tempo!
Não há nada pior que sair de casa de manhã e levar com uma pinga na testa. Pior ainda, só quando começo a andar e percebo que essa pinga afinal são várias, vêm aos pares e chamam-se chuva! CHUVA! Na Noruega.... chuva! E eu que passei 3 meses tão sequinhos, tão branquinhos, tão bonitinhos... agora a chuva!

Adoro quando as pessoas me dizem "Que horror... noruegaaaa. Não há sol, é só frioooo". Até noruegueses imaginem só... a perguntar-me como aguento a falta de luz, a dizerem-me que já não podem com a neve à frente! Pois amigos, tenho a dizer-vos que em Janeiro lembro-me de sair de casa às 9h da manhã e ser noite. Noite cerrada, com direito a candeeiros acessos nas ruas e carros com faróis ligados. Lembro-me de acordar, olhar pela janela e ver uma gigante tempestade de neve. Sair de casa e estarem 20º negativos, com vento e neve à mistura. Vestir tantas camadas que pouco me conseguia mexer. Ter dois pares de luvas, um gorro enfiado até aos olhos e um cachecol puxado para cima das narinas e sentir um frio cortante nas pálpebras, que insistiam em aparecer. Da minha respiração se transformar em gelo e quase sentir estalactites formarem-se no nariz. Tentar atravessar uma passadeira fora do sítio e dar por mim enterrada de neve até ao joelho.
Pois tenho a dizer-vos... fui mais feliz nessas manhãs do que fui hoje! Andar em ruas geladas e escorregadias mas chegar a todo o lado com um sorriso na cara. Ter 6 horas de luz natural e sentir-me iluminada por todos os lados. Estar a congelar à espera do autocarro e ficar encantada pelos cristais de neve que caíam nas minhas mãos. Ok... tenho de admitir que quando vi o Sol há umas semanas atrás, senti que era o dia mais feliz da minha vida. Não era o Sol com nuvens em cima. Era o SOL! Em toda a sua plenitude, um Sol quente e brilhante, genial! Mas continuo a dizer que preferia os 20 negativos à chuva. Sem qualquer dúvida.
A parte boa de estar a chegar a Abril é que já há luz até às 7 da tarde. Só que com a chuva, NÃO HÁ LUZ, HÁ CINZA. E eu não gosto de dias cinzentos. Gosto de dias brancos ou amarelos. Vermelhos e verdes também pode ser. Mas cinzentos não.

Não gosto de chuva. E era só isto que queria partilhar!

quarta-feira, 17 de março de 2010

2nd Round

Vamos tentar outra vez?

Ok... provavelmente a vontade já não é muita, e por aqui também não abunda a criatividade da escrita! No entantooooo... apeteceu-me vir dizer um olázinho!
O objectivo deste blog já foi por água abaixo há uns mesitos atrás, portanto uma tentativa de vir à tona não lhe vai fazer mal nenhum... o pior que pode acontecer é cansar-se a meio e ficar outra vez submerso, mas quem se importa? Não vou cá fazer promessas de "ah e tal, vou fazer os possíveis para o manter actualizado", porque o mais provável é que não o faça! A verdade é que a única coisa realmente actualizada é a minha agenda, nem mesmo o pequeno diário de bordo que comecei foi terminado! Mas graças a deus, e aos meus paizinhos, tenho uma memória de elefante que me faz lembrar de todos os momentos mais importantes aqui passados, os melhores e os piores... Portanto se fizerem muita questão de uma descrição detalhada destes meses da minha ausência... pode ser que eu pense no assunto!
E agora perguntam vocês... Então porque é que não acabas já com isto e libertas um espacinho na net? E respondo eu... PORQUE NÃO QUERO!

E pronto... tenho dito!
Queria só mesmo informar a decisão de ensinar este blog a nadar, qualquer sugestão ou comentário é bem vindo e agradeço desde já a quem tenha a bondade ou a possibilidade de me auxiliar!

By the way... As temperaturas positivas voltaram e eu já não me aguento com os calores! Zero graus é muito grau minha gente!

domingo, 15 de novembro de 2009

Um pequeno "à parte"

Ora portanto... para que não achem todos que morri... EU ESTOU AQUI!
Venho por este meio pedir as minhas mais sinceras desculpas por não ter actualizado esta coisa, que morreu e ficou de luto e tudo... Não é por não gostar de vocês, nem tão pouco por não gostar disto aqui!
Acho, simplesmente, que os dias diminuíram! E não me refiro à duração da luz solar (que começa a ser significativamente reduzida), mas à duração das horas. De repente, as 24horas utilizadas por mim, parecem não ser suficientes para nada! E não, não ando assim tão cheia de afazeres ou acontecimentos magníficos ou whatever... Não sei, reduziu!
Prometo, contudo, que em breve (o mais que possa) correrei estes dois meses que nos separam que nem uma bala. Diria mais... A bala mais rápida do universo!
Posso entretanto garantir-vos que a semana com a minha irmã foi fabulosa, a visita das minhas babes maravilhosa foi, mas as saudades aumentam e apertam... e sim, consigo enunciar as 3 coisas que mais falta me têm feito, e não querendo ferir susceptibilidades, são elas: Baltazar, Conduzir e Bairro Alto! Adianto, também, que ainda não descobri o amor da minha vida (e começo a duvidar que possa, alguma vez, ser um troll norueguês), continuo a irritar-me com a raça emigrante cá (só voltei à Grønland por obrigação de uma visita de estudo) e com os drogados deste país, estou farta de carrinhos de bebés, adoro cada vez mais esta faculdade, arranjei um emprego numa florista e ainda não tenho bicicleta (estou à espera da primavera para adquirir) e SIM : FICO NO SEGUNDO SEMESTRE =D
Não se apoquentem que de 21 de Dezembro a 8 de Janeiro, re-habitarei a cidade de Lisboa para vos atormentar a todos com o meu maior sorriso!

Beijinhos e abraços, e obrigada a todos aqueles que continuam a passar por aqui na esperança fugaz de uma novidade deste lado!


18 . Setembro . 2009

É hoje! É hoje! É hoje é hoje é HOJEEEEEEE! Acordei assim e tenho que partilhar... Nunca pensei sentir-me tão feliz com a ideia de ver a minha irmã! É que, vistas bem as coisas, é das pessoas que mais via em Portugal... até a dormir, imagine-se! Agora que estou há um mês longe dela, uma felicidade extrema invade-se-me as entranhas só porque chega hoje... Qui lindo!
Acordei cedinho para tratar dos últimos detalhes e aprimorar a casota para a sua chegada! Aliás, toda a semana tem sido ocupada com preparativos para este dia... parece um casamento, que orgulho!Na segunda-feira fui buscar a mesa de cabeceira a casa da Natacha. Mais uma "aventura mobiliária nos transportes nórdicos", mas desta feita muito mais bem sucedida! Estou a melhorar significativamente nesta prática de andar com coisas estranhas nos transportes públicos... qualquer dia vou ao IKEA comprar um sofá só para sentir toda uma nova adrenalina!
Infelizmente, continuo a não saber contornar filas de espera... Antes de ir buscar a dita, fui comprar o passe e toma lá mais uma hora de espera! Parece que tudo funciona como nos médicos cá: horas de espera para 5 minutos de atendimento e um rombo na carteira! A parte boa, no entanto, é que não me desabituo da vivência portuguesa! Portanto, já sabem, se quiserem emigrar e sentir-se em casa, mudem-se para Oslo! Ou então não... o nível de vida cá é, contudo, mais elevado, o que deve tornar complicada a habituação de chegar ao fim do mês com dinheiro na carteira!
A parte boa da espera, foi roubar todo o tipo de guias existentes no centro de turismo e planear devidamente a semana que se avizinha! Para ajudar à festa, terça-feira descobri um sítio trèsfantastique para as levar: Frognerseteren. A cerca de meia hora do centro, no topo de uma montanha, o local perfeito para uma tarde de Sol! Uma vista fantástica sobre a cidade e o fjord, um café nas suas típicas casotas de madeira com um aspecto super acolhedor para as tardes de Inverno e cestos gigantes cheios de muffins e coisas boas! Tudo seria perfeito, não fosse o caso de ser mais uma daquelas aulas de Norwegian Architecture, terríveis, enfadonhas e sem conteúdo! Fomos ainda visitar o Park Rica Hotel, também todo ele em madeirinhas e arabescos, ao que eles chamam de "Dragon Style", mas tudo em maus! Muito orgulho têm eles destas casotas... é delas e do Fram... "Um navio que fez 3 extraodinárias viagens" (e depois se desintegrou!): descobriram o Canadá (que eles aprimoram dizendo que foi a América), o Pólo Norte e tentarem chegar ao Pólo Sul, não deviam era saber que ficava na ponta oposta à do Norte e não chegaram lá! Devia contar-lhes a história do Vasco da Gama ou do Bartolomeu Dias para eles aprenderem quem é o REI dos Descobrimentos! Dessas coisas não sabem eles... Portugal é pequenino mas já mandou no mundo! Mas agora os ricos são os noruegueses...
Ainda tive tempo de ir ao IKEA comprar mais pratos e talheres para as poder alimentar de forma civilizada! Apesar de já dominar o esquema daquele FreeBus, uma ida ao IKEA é sempre um desassossego! Primeiro as mil voltas no armazém gigante, depois o auto-controle para não levar todas aquelas mil coisas que não preciso para nada mas teimam em saltar-me para o carrinho, depois a tentação de me esquecer de registar alguma coisa na caixa de Self-Service e, por fim, voltar para casa com sacos carregadíssimos... Pior! Voltar para casa com sacos carregadíssimos E com louça que não se podia, de forma alguma, partir! Felizmente, a missão foi cumprida com sucesso e podemos todas comer e beber à vontade que já não se vive numa barraca!
E pronto... agora tenho toda uma semana com a minha manusca pela frente! Já pensei e planeei tuuuudo! Agora vou-me que elas já aterraram em Oslo e dentro de 30 minutos estão no centro!
YEEEEEY =D

13 . Setembro . 2009 (Sunny Barbecue Sunday)

Domingo. Sol. Nuvens. Sol.
O bom tempo tem-se mantido, apesar do frio começar a aparecer. Com a ideia da futura escuridão em mente, decidimos celebrar os possíveis últimos dias de bom tempo com um fantástico Barbecue na praia. Sim... ele há praia e barbecues portáteis! Apesar de toda esta boa vontade, o Sol armou-se em parvo e andou a tentar brincar às escondidas connosco, o azar dele é que ninguém lhe ligou nenhuma.
Era suposto irem todos os Erasmus, numa espécie de reunião amigável, mas a noite de ontem desgraçou alguns que ficaram a cama e água hoje. Gostava de perceber como, porque eu começo a ficar realmente zangada com a noite norueguesa e ou descubro rapidamente um bar com boa música, ou acho que cometo um atentado terrorista contra todos os bares da cidade! Não estou com isto a dizer que me divirto, porque até divirto... mas em casa! Assim que saímos em busca de festarola, acaba tudo! Primeiro: é só troll's noruegueses mal educados e bêbedos por todo o lado; segundo: nem nos dão a hipótese de nos embebedar-mos e "ir na onda" porque é tudo caro para burro; e terceiro: desconhecem o conceito de música dançável em estabelecimentos nocturnos.
Ontem, por exemplo, grande anúncio a uma festa de electro em Grünerløkka, toda a gente animadíssima..."Yey!Finalmente electro!" Qual electro qual quê?! Posso assegurar-vos que foi o pior género musical alguma vez captado pelos meus ouvidos, tão mau que nem o souberam identificar! T-E-N-E-B-R-O-S-O! Claro que alguns dos Erasmus adoraram, mas há que analisar primeiro o nível de alcoolémia e, talvez, a nacionalidade! Portuguesa e japonês estagnados, aterrorizados. Holandês e chileno, 5 minutos e uma corrida dali para fora. Alemão, nem prestava atenção à batida. Tudo o resto, desde irlandeses a finlandeses, passando por franceses e suecos, dançavam euforicamente como se estivessem na melhor discoteca de todos os tempos! (ok... a nacionalidade não tem nada a ver... mas eu achei que ficava giro!). Pouco depois de ter entrado, achava eu que já tinha sofrido o suficiente, quando começa um tortuoso ritual de acasalamento entre dois noruegueses completamente acabados em termos alcoólicos e eu pensei "enough is enough"! Heis senão quando chega a salvação em forma de Chile, com a boa nova de um bar no lado oposto da praça, com boa música. Corremos para lá e foi como um milagre vindo dos céus! Mas tudo o que é bom acaba depressa, e tendo em conta que eram 2 da manhã, aquilo fechou 10 minutos depois de termos entrado.
Há ainda que referir o momento alto daquela noite... situando, portanto: estávamos em Pilestredet, na pre-party e queríamos ir para Grünerløkka para a festa "de electro". Separando as duas áreas, estende-se um (significativamente) grande cemitério. Duas hipóteses : 1º - dar a volta ao cemitério, por ruas iluminadas e com pessoas normais; ou 2º - atravessá-lo por um caminho de cabras escuríssimo, com mortos acabados de enterrar, campas e velas umas atrás das outras e uma lua cheia para despertar os zombies que se quisessem formar. Qual a hipótese escolhida por quem ia a frente?! CEMITÉRIO! Claro que eu só me apercebi da escolha depois de já lá estar dentro, quando começo a ver na penumbra mil cruzes alinhadas e depois do Ruben me dizer "cuidado com o senhor que pode saltar detrás da campa!". Nesse momento borrei-me toda, agarrei-me a ele como se a minha vida dependesse disso e acelerei o passo até ver luz e uma saída! Portanto... se quiserem aventurar-se na vida, atravessem cemitérios sombrios durante a noite e SÓBRIOS! Vão ver como é toda uma nova percepção de ousadia!
Entretanto, tenho a partilhar que passei a noite de sexta na faculdade... Ah pois é! Noitadas na faculdade também as há cá! Mas... desenganem-se se acham que ando a fazer directas em pleno Setembro... Nada disso! Fiquei a ver True Blood com a Natacha e o Ruben, uma vez que a sala dele tem um projector fantabulástico (sim, sem dúvida a melhor escolha para antecipar a passagem pelo cemitério no dia seguinte). E comi McDonalds pela primeira vez desde que cá cheguei! E menus a 12 euros é mito... é tudo caro, mas também há promoções de "cheeseburguer a 1 euro!" (só que cá é 10kr).
E pronto... com a boa nova me despeço, desejando tudo de bom!

domingo, 4 de outubro de 2009

9 . Setembro . 2009 ( PANG!)

Hoje esteve, sem dúvida, um dos melhores dias de sempre! Aliás, desde o fim de semana que o tempo tem vindo a melhorar, mas hoje até era possível andar pela rua sem qualquer casaco... E eu que já tinha desistido da ideia de sentir o Sol na pele! Foi, portanto, um dia perfeito para o PANG!
Mal saí do autocarro, fui confrontada com uma realidade por mim desconhecida: à entrada, três gigantescos contentores de onde só conseguia distinguir ca
becinhas saltitantes a gritar "ENCONTREI!", correndo de seguida para dentro da faculdade, enquanto outras lá continuavam na agitação de encontrar, também, a peça perfeita! Senti-me numa espécie de filme de terror cómico, estagnada do lado oposto da estrada sem saber o que encontrar se cruzasse a entrada da escola, mas ainda assim decidi experimentar! Ia sendo atropelada por uns quantos loucos que queriam à força chegar primeiro que os outros aos contentores, mas lá consegui entrar ilesa e confrontar-me com uma imagem perfeita: no jardim em frente ao bar, bem como em todos os restantes espaços de lazer exterior, centenas de pessoas, artilhadas com serrotes e martelos, conferenciavam, em grupos, uma estratégia de montagem.
Enquanto procurava pelo meu (pré-designado pela organização
), encontrei a Camilla, também ela numa correria para os contentores. Acompanhei-a enquanto me explicava o objectivo do PANG : criar um meio de transporte a partir de desperdícios e objectos encontrados, que transportasse o maior número de pessoas entre um ponto A e B, o mais rápido possível! Olhei para o interior dos contentores onde se podia encontrar de tudo um pouco: madeiras, arames, cabos, escadotes, cadeiras, bancos, bicicletas, carrinhos de bebés, cadeiras de rodas, andarilhos e, o melhor de tudo, sanitas e banheiras! Sim, até louça sanitária colocaram à nossa disposição... tudo em péssimo estado, claro está, mas capaz de ser reaproveitado! Ajudei-a a encontrar qualquer coisa que desse para fazer um banco e colei-me ao grupo dela! Quando me aproximei, já eles andavam atarefadíssimos com um carro semi-definido e um objectivo em mente: criar uma super bala em forma de veículo! Disseram-me que tínhamos 3 horas para acabar o carro e que, no fim, haveria uma corrida que ditaria os vários vencedores: o carro mais rápido, o mais original, o de maior capacidade e o mais sustentável. Nós estávamos, portanto, a concorrer para o mais rápido!
Passámos a manhã nisto... Serrar, partir, cortar, colar,
inventar, criar e inovar! Até um pára-quedas de sacos de plástico fizemos para ser lançado quando o nosso carrão cortasse a meta, supostamente porque ajudava a "travar", mas na verdade era só para fazer espectáculo! A dita fera era constituída por uma cadeira de rodas, à qual foi anexado um escadote com umas rodinhas de andarilho na ponta e 3 postos de combate: o "comandante" que incentivava e orientava a equipa, um "condutor/impulsionador" que controlava a velocidade e direcção e um "braker" que estaria responsável pelos travões e serviria, também, de escudo humano! Este teria que ser pequenino, para encaixar no lugar da frente deitado e ajudar na aerodinâmica da coisa... e quem é que vocês conhecem com pouco mais de metro e meio e que ingressava a tão feroz equipa?! Nem mais... eu mesma!! Estava eu na complexa confecção do dito pára-quedas, quando o já designado comandante (e bem giro por sinal) me pergunta "Hei Sara, do you want to be our brakes?!". É necessário referir que eu ainda não conhecia o perfeito funcionamento da viatura e o banco pareceu-me de facto muito confortável portanto... "Why not?!".
Tirámos o carro da relva para o experimentar, ele deu-me a "farda de combate" e foi então que me explicou o funcionamen
to dos travões. Ora portanto... as rodas da frente (as tais do andarilho) estavam artilhadas com uns travõezecos que funcionavam como os das bicicletas e eu só tinha que me deitar no tal banco da frente (ao longo do escadote), agarrar nas manetes dos travões e travar quando ele gritasse, com um megafone (só porque sim), "BRAAAKES"! Caso fosse necessário virar, também os travões ajudavam a definir a direcção. Lá experimentámos a coisa e... era tudo teoria! Os travões faziam tudo menos travar e virar seria praticamente impossível porque as rodas da frente eram pequenas demais e as de trás não rodavam, portanto, se alguma coisa corresse mal... era a minha cabeça que ia travar a coisa quando fosse projectada pelo impacto!
Fomos para o local da corrida perto da faculdade e felizmente a pista era curta e a direito, tudo de bom! Depois dos carros todos alinhados e de soar a corneta de início de concurso, começaram as corridas de dois a dois. Qual Redbull Races qual quê, o melhor espectáculo de todos os tempos, aqui mesmo, no KubaPark de Grünerløkka em Oslo! Uns carros giríssimos, outros práticos, outros nada funcionais; uns partiam-se no arranque, outros desintegravam-se pelo percurso; uns nem conseguiam controlar o rumo do carro, outros mal partiam já tinham chegado à meta... Diversidade e diversão! O nosso foi uma mistura de falta de rumo com bala, em vez de ir a direito, partiu na diagonal, mas a outra equipa nem teve hipótese! E a questão que paira no ar "Como é que travaram?!"... CONTRA O PASSEIO! Não fui projectada e acabei com os dentinhos todos, mas as minhas tentativas de travar o dito foram totalmente inúteis... eu bem via o passeio a aproximar-se enquanto gritava "BRAAAAAAAAKE!", mas eles estavam todos contentes a empurrar o carro e ninguém me ouviu, só mesmo o passeio os impediu de ir dar a volta ao mundo! Bem, com isto ganhámos a nossa corrida, mas nada mais, o que é pena porque os vencedores tinham direito a champanhe e a nossa prestação até foi magnífica!
Depois da corrida veio a parte da comemoração... Almocinho à pala e aproveitar o Sol m
aravilhoso que permanecia no céu mais limpo de todos os tempos! O mais engraçado é que todos podiam participar, não só alunos mas também funcionários e acho que até os professores, se quisessem! Eu bem os vi por lá todos divertidos ao fim da tarde, de cerveja na mão na conversa com os alunos como se fosse a coisa mais natural do mundo... Uma realidade um bocadinho diferente da minha, mas é sempre bom saber da sua existência! E ao que parece, o Sol veio para ficar portanto dias maravilhosos nos esperam!







Nota: Mais fotografias dos concorrentes e da corrida em http://pang.aho.no/ ou no meu picasa!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

6 . Setembro . 2009

Domingo. Sol. Dona de casa. Preguiça! É a isto que se resume o meu dia de hoje. Nem ao Blå fui, uma vez que a preguicite aguda se apoderou do meu corpo! Efeitos secundários de um fim-de-semana agitado...
Começou na 5ª feira, no Pub da AHO. Ao que parece esta gente começa logo às 6h da tarde, por isso quando lá cheguei às 21h, as poucas pessoas que sobravam ou eram Erasmus ou eram bêbedos! Sim, aqui os Erasmus são os mais calminhos, devido aos preços praticados e à falta de hábito! No entanto, este Pub é o sonho de qualquer um: a cerveja custa umas míseras 20 kr e ainda servem vinho do Porto, imagine-se! Chovia torrencialmente, o que não facilitou à boa disposição internacional e à vontade de ficar por muito tempo,mas a parte engraçada é voltar para casa às 23h e saber que nem se vai perder muito da noite porque a dita está quase no fim!
Entretanto, é oficial... não tenho aulas às sextas! Ainda assim tentei fazer de mim útil e ir para a faculdade trabalhar num projecto abstracto, mas só me rendeu um jantar italiano em casa da Camilla o que, vistas bem as coisas, é um bom ganho! Posto o convite, decidi ir comprar uma garrafa de vinho tinto, tarefa difícil nesta terra e que me fez correr para a Vinmonopolet que fechava às 5 da tarde! Aqui, todas as bebedeiras têm que ser planeadas, então era ver velhos e novos a abastecerem o stock de vodkas, whiskys e outros líquidos com uma significativa
percentagem de álcool! Esta loja específica a que me dirigi funcionava como uma farmácia: uma senhora atrás do balcão a quem se pede, não 500mg de Nimed, mas 50 litros do mais forte vodka do mercado! Pedi-lhe então um Monte Velho Tinto, mas ela não tinha então pedi-lhe para me trazer um vinho tinto português, e ela me trouxe um carrascão por 77 kr e um Periquita por 100 kr. Claro está que escolhi o 2º, já que é para me armar em fina ao menos que seja à grande! Doeu um bocadinho pagar 12€ por uma garrafa que custa 3 ou 4 no Pingo Doce, mas "em Roma sê Romano", portanto "na Noruega, sê rico!". Não volto a repetir a experiência tão cedo, mas ao menos a noite soube-me melhor... e também não é crime dar-nos a estes pequenos luxos de vez em quando!
O sábado, revelou-se o melhor dia desde que aqui cheguei! Foi o Designer's Saturday, uma mistura de Caldas Late Night com a Tektónica... Passo a explicar: várias lojas e casas espalhadas pela cidade, com artigos de Design expostos e para venda, desde casas de banho e cozinhas a mobiliário e decoração. Nos postos de apoio, davam-nos um mapa e um saco; o mapa para seguir as várias exposições e o saco para armazenar as revistas, livros, guias e panfletos distribuídos. Mas a melhor parte não eram propriamente as exposições... Em cada loja se encontravam mesas enormes com canapés e coisas boas para comer e beber enquanto se dava uma volta pelos artigos ou, simplesmente, enquanto se ficava sentado a enfardar tudo o que se podia! Estudantes, numa cidade cara, com comida e bebida à borla... querem o quê?! Irresistível, claro está! Numa das lojas serviam, imagine-se, croissants e vinho PORTUGUÊS e, numa outra, presunto e queijo! Eu e a Natacha abancámos logo na mesa de cozinha onde se encontrava o presunto e, fingindo que discutíamos algo importantíssimo sobre a exposição, comemos todo o presunto que nos foi permitido (até o estômago gritar "PÁRA", portanto!). Mas vá... esta loja até tinha artigos de casa de banho adoráveis, como a sanita preta por que me apaixonei e que tão bem ficava na nossa WC em Lisboa (que a minha manusca anda, tão atarefada, a modificar).
Andámos o dia todo nisto, de exposição em exposição, a encher o bandulho de coisas boas e o saco de catálogos e amostras e, após uma breve passagem em casa para jantar algo consistente e largar os pesos recolhidos, seguimos para uma festa algures num sítio fancy da cidade. Claro que para lá chegarmos andámos milhares de quilómetros (graças à senhora do eléctrico que nos enganou na paragem), porque se tivéssemos lá chegado logo, as coisas não tinham piada nenhuma! O espaço era genial: uma garagem com ar de abandonada, com pneus a fazer de mesa de Dj e velharias colocadas, aparentemente ao acaso, a compor uma "modesta decoração". Mas, após a longa caminhada para lá chegar, estávamos cansadíssimos e ficamos pouco tempo, até para eu conseguir apanhar o último autocarro para casa!
Posto isto, vou-me deitar que morro de sono... Bye bye!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

2 . Setembro . 2009 ( ID on the way !)

Estou há cerca de meia hora à espera de ser atendida e nada melhor que escrever para acelera e matar estes momentos de espera.
Perguntam-se do que estou eu à espera e eu respondo : vim pedir o meu Norwegian ID Number, porque no fundo até quero ser um deles... um cabelinho loiro, mais uns 20 cm de pernas e o ID é só pormenor! O Jonathan tinha-me dito que isto estava sempre vazio, mas enganou-se! Das duas umas, ou escolhi mal o dia ou as filas adoram-me. Faltavam cerca de 70 números quando aqui cheguei e a tabela parece simplesmente estagnada. Estive quase a voltar para trás, mas já recebi a permissão de residência há quase uma semana e preciso, desesperadamente, de uma conta norueguesa!
Tudo isto porque, na segunda, fui ao banco saber como era para abrir a conta (diz que alguns pedem o número por nós, sem cartões nem complicações) mas o senhor do banco não se soube explicar muito bem, ou não me soube entender - digamos antes assim - e achei por bem tratar disto a solo e logo se vê no que dá! No entanto, esta viagem até ao banco não foi tão simples e enfadonha como possam imaginar... Sim, porquê facilitar quando podemos arranjar sempre histórias giras para este blog?! (pensa Oslo de cada vez que eu saio à rua)
Primeiro : tinha a morada, mas desconhecia a verdadeira localização do banco; Segundo : chovia que se fartava. Na verdade, nunca tinha visto tanta chuva junta, nem mesmo quando andei perdida com a mãe à procura do 54 naquele fatídico Sábado turístico. Estava um daqueles temporais em que, qualquer pessoa normal ficaria em casa a beber chocolate quente, enrolada numa manta e a ver filmes que não puxam pela inteligência, mas a verdade é que eu tomei uma decisão no fim-de-semana que fez de mim uma pessoa não-normal, quase uma resolução de ano novo (aliás, de novo mês) : Se não consigo parar a chuva, não vou deixar que ela me pare a mim! Parece quase um anúncio Dulcolax "Pare a diarreia antes que a diarreia o pare a si", neste caso é uma diarreia dos céus mas o lema funciona à mesma! Posto isto, armei-me em "Já-não-me-afectas", peguei nas perninhas e lá fui eu em busca do Nordea encantado! Escusado será dizer que me arrependi a meio do caminho, até porque a minha escolha de roupa nem sempre é a mais apropriada (sim, calções e collants de novo...) mas já estava em Majorstuen e não podia quebrar a resolução! De morada em riste, procurei pela rua do dito, a saltar de poça em poça (quando fugia de uma, aterrava acidentalmente em cima de outra), com um chapéu que mal me protegia a cabeça e uma chuva que vinha de todos os lados, incluindo do chão, o resultado não podia ser o melhor! Depois de 30 minutos a andar nestas condições, lá encontrei o banco, mas como nada funciona à primeira, aquilo era a sede onde NÃO SE ABREM CONTAS! E onde era a sucursal mais próxima?! AO LADO DA SAÍDA DO METRO, metro esse de onde eu tinha saído há meia hora atrás! Portanto... meia hora a andar, uma piscina nos ténis, umas cataratas nas pernas para... voltar para trás! Nada a fazer, voltei pelo mesmo caminho, molhei-me mais um bocadinho (já totalmente anestesiada, portante não senti mais nada) e entrei no banco que mais parecia um lago de tanta água que as pessoas traziam! 20 minutos à espera, para o tal senhor que não me entendeu nem se fez entender (ele falava um inglês muito mauzinho, tadinho) me informar que a minha ida ao banco tinha sido inútil! É sempre agradável...
Voltei para casa, mas esta guerra com a chuva deu-me uma certa adrenalina e, em vez de me aninhar na manta e me empanturrar de comida que não presta, armei-me em dona de casa (não desesperada), dei uma "faxina totau" ao meu humilde quartinho, passei roupa a ferro e quando olhei pela janela... tinha parado de chover! Quem é o elo mais fraco, quem é?! Isto de dar luta à chuva tem muito que se lhe diga... deviam experimentar um dia! O pior que pode acontecer é ficarem doentes e de cama...
Ontem andámos a passear por Bygdoy, pelo Open Air Museum, com a aula de NorwegianArchitecture. Foi um bocado seca, uma vez que já lá tinha estado e era só lama por todo o lado, mas ao menos fiquei a saber uns factos curiosos sobre aquelas casotas de madeira, sendo um deles o facto de os noruegueses serem um bocado limitados : em pleno século XVIII andavam-me a fazer igrejas e casas de madeira porque não tinha dinheiro para construir em pedra... Agora são ricos, mas mostram um orgulho extremo por estas edificações! Outro facto curiosíssimo era o de dormirem 4 pessoas por cama, e haver um líder que decidia para que lado dormiam e em que altura da noite se viravam para o outro lado, ou o simples pormenor de, já há mais de 2 séculos que consideram a cerveja um bem essencial à vida... vê-se aos sábados à noite!
Faltam dois números para o meu! Quase quase norueguesa... See you!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

30 . Agosto . 2009

Domingo. Dia santo. Lide doméstica e chuva!
Finalmente fui buscar a minha estante a casa do Ruben! Sim, quando fui buscar a tralha toda deixei a estante, porque a dita está montada e era um bocadinho monstra para a tentar trazer sozinha (e a senhora dita mãe também não podia carregar com ela). Hoje achei que era um bom dia para a ir buscar, até porque quero montar a casota toda antes da minha irmã chegar!
Ora, portanto, já imaginam o filme não já?! Posso agravar indicando que os Domingos se têm revelado mais agitados do que o primeiro deixou transparecer. Não sei de onde veio esta gente toda, mas decidiram começar a sair à rua ao domingos, inundado os autocarros de malas e carrinhos de bebé. E eu a planear, a caminho de casa do Ruben, a melhor forma de colocar uma estante com mais de 2 metros de altura, dentro de um autocarro possivelmente à pinha! Cheguei a casa dele, um numa ponta outro na outra, e toca a subir a rua para ir apanhar o autocarro! Santo Ruben do mobiliário, se não fosse ele nunca conseguiria carregar aquela coisa! Chega o autocarro e nós, com a estante, de um lado para o outro à procura da porta, não mais vazia, mas menos cheio para entrar!(há que referir que o autocarro é duplo, daqueles em fole, portanto não tem 2, mas 4 ou 5 portas!) Sai um carrinho de bebé e é a nossa deixa! Foi bem mais complicado do que possa parecer, senão, analisemos um autocarro : tem uma largura pré-definida por grandes janelões de vidro facilmente quebrável; uma altura também pré-definida, agravada pelas traves rebaixadas que servem de apoio aos passageiros e um espaço livre de manobra bastante reduzido, devido à existência de outros seres no autocarro. Deita, gira, inclina, encaixa, tenta-não-acertar-com-as-esquinas-na-cabeça-de-alguém e tenta-não-partir-os-vidros-que-só-se-partem-em-caso-de-emergência e, acima de tudo, tenta-não-esmagar-o-Ruben-entre-o-vidro-e-a-estante e pronto! Estante no lugar, autocarro em movimento e eu a imaginar o mesmo filme para sair do autocarro e a rezar para que não aparecessem mais carrinhos de bebés pelo caminho! Felizmente não apareceram, foi mais fácil tirá-la do autocarro e, após alguma ginástica e algumas paredes riscadas, lá a conseguimos colocar no respectivo cantinho, que ansiosamente (des)esperava por ela! Tenho a dizer-vos que isto de andar com camas e estantes nos transportes públicos, nos dá uma nova perspectiva de espaço... ou então não!
Bem, estantes à parte, o resto do fim de semana foi muito agradável (muito molhado pela chuva, também) O Ruben fez anos no sábado e passámos a primeira meia noite à porta do tribunal (abrigados da chuva que insistia em incomodar), onde a Natacha lhe ofereceu um chouriço! SIM! É por isto mesmo que um português anseia na Noruega, ENCHIDOS PORTUGUESES, a melhor invenção do mundo! A segunda meia noite (sim, teve direito a duas e eu também vou ter) foi passada já no Mono, um bar muito engraçado, decorado à la moda de Rockalot (tinha uns rádios antigos e umas guitarras penduradas pelas paredes, e cómodas do século passado a servir de mesas de apoio... muito agradável!). Ontem à tarde fomos passear pela cidade, mas foi coisa breve porque a chuva voltou... Fomos ao forte, uma vez que tinha prometido à mãe que ia lá tirar fotos por ela (lembram-se da chuva e do chichi e do não forte, não lembram?!), mas não é nada de especial! Tem uma vista fixe pela cidade e pelo mar, fjorde ou whatever, vimos uns guardas mal educados a passar por nós, que iam contra mim se eu não me desviasse e quando já estávamos a sair, começou a chover! Corremos para uma bakery na Karl Johans, onde bebemos um chocolate quente maravilhoso e esperámos que a chuva parasse. Senti-me uma pobre feliz! Entretanto, havia pre-party em casa do David (Irlandês) e, de seguida, fomos para um Pub ali na zona, que tem a cerveja mais barata cá da zona! Decidi apanhar o nightbus para casa e tive que pagar 50, sim, CINQUENTA COROAS, MAIS DE 5 EUROS, para andar num mísero autocarro que faz o mesmo percurso que o 54 mas que, só porque anda de noite, custa os olhos todos no corpo!!! Não sei, de facto, o que é que eles têm contra a noite nesta cidade, mas começa a tirar-me do sério!
E agora vou jantar que a minha vida não é isto e tenho um concerto de jazz para ir assistir!
ADOOOROOOO!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

28 . Agosto . 2009

Nunca pensei ter tanto sono junto! Estou numa conferência no Fehn Symposium que a nossa professora de Norwegian Architecture nos aconselhou a vir. Acordei às 6h30 da manha para ter a certeza que chegava à faculdade antes das 8h, hora a que partia o autocarro que nos trouxe até aqui. Achava eu, na minha mais sincera ignorância, que íamos para um centro de conferências algures dentro da cidade, mas NÃO! Seria simples de mais fazer este ciclo de conferências dentro de Oslo, então vieram fazê-lo a duas horas de distância, a uma terriola chamada Hamar, no Hedmark Museum, uma das mais importantes obras de Sverre Fehn. Vim o caminho todo a dormir, mas continuo com sono e o senhorzinho que está a falar, não está a ajudar nada! A primeira conferência foi dada pelo meu professor Per Olaf Fjeld, o tal velhote simpático que eu adoro ouvir. Diz que escreveu um livro sobre o Fehn em 98 e foi convidado a falar hoje sobre ele com o tema "Impulse and the accurance of change!". Foi uma conferência interessante, na verdade. Nem por um momento senti vontade de arrancar os cabelos ou me deitar no chão em posição fetal e dormir. Agora apetece...muito! Está um babaca qualquer a falar sobre a luz, a sombra, a cor... whatever! A voz dele é tão enfadonha, TÃO monocórdica, que ele até podia estar a ensinar como ganhar o Euromilhões que eu continuava com sono. Entretanto paguei 70 NOK para almoçar cá, porque não há nada aqui à volta... Acho bem que sirvam champanhe e caviar! Para ajudar à boa disposição matinal, vou ter que ficar aqui até às cinco da tarde, que é quando isto acaba e os autocarros nos levam de volta à civilização. Pormenorzinho : as conferências da tarde são todas em norueguês e metade das pessoas que aqui estão são Erasmus que em nada percebem a língua local! Previsões para a tarde : Meia dúzia de civilizados noruegueses ficam a ouvir as boas conferências, enquanto o resto vai andar pelo museu a engonhar numa tentativa de encontrar algo de interessante para fazer. Está muito frio e muita chuva, o que não dá grande espaço de manobra... mas somos mais de 20, alguém terá uma boa ideia!
Novidades da semana : A aula de Norwegian Architecture começou e parece-me ser interessante. Não estaremos constantemente enfiados dentro da sala, todas as 3ªs teremos um local diferente para visitar e todos os Erasmus estão a fazer esta cadeira, portanto algo de bom sairá dela! Entretanto... lembram-se de dizer que, tão cedo, não voltava a entrar num centro comercial?! Pois... entrei! Perguntei o nome da loja ao Ruben e ele disse-me onde era, portanto foi seguir todos os passinhos indicados e txaran: Ferro de engomar para a Sara! Baratinho, diga-se de passagem, como quase todos os artigos nesta loja, não é fantástico?! Mas a melhor parte do dia foi, de facto, entrar na H&M e descobrir que a roupa NÃO É CARA! É praticamente o mesmo preço que em Lisboa, o que a torna acessível para mim e quase de borla para os noruegueses! A sério, podem vir às compras todos os dias que continuam ricos! A segunda melhor coisa da semana : COMPREI O MEU TERMOS! Menos 2€ que gasto por dia em café e mais umas horas de lucidez que ganho por cada manhã! Além disso, já não tenho que voltar a beber aquele café deles terrível que só deve fazer horrores ao meu querido organismo português! Entretanto, já recebi a carta da polícia com o visto de residência para 6 meses, o que significa que estou a meio caminho de me tornar "cidadã" e a um terço de abrir uma conta!
Caso para dizer... Aqui vou ser feliz!









Pós Conferência (17h30) : Vim a descobri que, não só o almoço não era champanhe e caviar, como se resumia a uma mísera sandes e ÁGUA! É... estes norugueses têm muito a aprender quanto ao "bom receber"... Ainda por cima era 1 sandes por pessoa, por 70 kr o que equivale a mais de 7 euros! Passada a raivazinha, bebi todo o café que podia (apesar de ser terrível) para me vingar um bocadinho! Depois de almoço passeámos pelo museu, o que não levou mais de 1h30. Tinhamos mais de 3 horas pela frente e nada que fazer, fomos até à vila mais próxima, comprámos cerveja e ficámos para lá abandonados à chuva e à espera que aquilo acabasse rapidamente. O museu, no entanto, valia mesmo a pena de visitar o que torna a minha vinda um bocadinho menos inútil!
Facto curioso número 1 : os mosquitos daqui são a coisa MAIS chata que alguma vez vi na vida, e comeram-me viva, basciamente! Fui à casa de banho e contei mais de 30 babas nas pernas. Tomar nota : nunca mais ir para o "campo" de calções! Eu tinha collants, mas mesmo assim não foi impedimento para estes bichos estúpidos me atacarem. Felizmente não fui a única e tivemos oportunidade de criar um grupo de apoio para os "Atacados por mosquitos". Foi uma tarde interessante.