quarta-feira, 16 de setembro de 2009

30 . Agosto . 2009

Domingo. Dia santo. Lide doméstica e chuva!
Finalmente fui buscar a minha estante a casa do Ruben! Sim, quando fui buscar a tralha toda deixei a estante, porque a dita está montada e era um bocadinho monstra para a tentar trazer sozinha (e a senhora dita mãe também não podia carregar com ela). Hoje achei que era um bom dia para a ir buscar, até porque quero montar a casota toda antes da minha irmã chegar!
Ora, portanto, já imaginam o filme não já?! Posso agravar indicando que os Domingos se têm revelado mais agitados do que o primeiro deixou transparecer. Não sei de onde veio esta gente toda, mas decidiram começar a sair à rua ao domingos, inundado os autocarros de malas e carrinhos de bebé. E eu a planear, a caminho de casa do Ruben, a melhor forma de colocar uma estante com mais de 2 metros de altura, dentro de um autocarro possivelmente à pinha! Cheguei a casa dele, um numa ponta outro na outra, e toca a subir a rua para ir apanhar o autocarro! Santo Ruben do mobiliário, se não fosse ele nunca conseguiria carregar aquela coisa! Chega o autocarro e nós, com a estante, de um lado para o outro à procura da porta, não mais vazia, mas menos cheio para entrar!(há que referir que o autocarro é duplo, daqueles em fole, portanto não tem 2, mas 4 ou 5 portas!) Sai um carrinho de bebé e é a nossa deixa! Foi bem mais complicado do que possa parecer, senão, analisemos um autocarro : tem uma largura pré-definida por grandes janelões de vidro facilmente quebrável; uma altura também pré-definida, agravada pelas traves rebaixadas que servem de apoio aos passageiros e um espaço livre de manobra bastante reduzido, devido à existência de outros seres no autocarro. Deita, gira, inclina, encaixa, tenta-não-acertar-com-as-esquinas-na-cabeça-de-alguém e tenta-não-partir-os-vidros-que-só-se-partem-em-caso-de-emergência e, acima de tudo, tenta-não-esmagar-o-Ruben-entre-o-vidro-e-a-estante e pronto! Estante no lugar, autocarro em movimento e eu a imaginar o mesmo filme para sair do autocarro e a rezar para que não aparecessem mais carrinhos de bebés pelo caminho! Felizmente não apareceram, foi mais fácil tirá-la do autocarro e, após alguma ginástica e algumas paredes riscadas, lá a conseguimos colocar no respectivo cantinho, que ansiosamente (des)esperava por ela! Tenho a dizer-vos que isto de andar com camas e estantes nos transportes públicos, nos dá uma nova perspectiva de espaço... ou então não!
Bem, estantes à parte, o resto do fim de semana foi muito agradável (muito molhado pela chuva, também) O Ruben fez anos no sábado e passámos a primeira meia noite à porta do tribunal (abrigados da chuva que insistia em incomodar), onde a Natacha lhe ofereceu um chouriço! SIM! É por isto mesmo que um português anseia na Noruega, ENCHIDOS PORTUGUESES, a melhor invenção do mundo! A segunda meia noite (sim, teve direito a duas e eu também vou ter) foi passada já no Mono, um bar muito engraçado, decorado à la moda de Rockalot (tinha uns rádios antigos e umas guitarras penduradas pelas paredes, e cómodas do século passado a servir de mesas de apoio... muito agradável!). Ontem à tarde fomos passear pela cidade, mas foi coisa breve porque a chuva voltou... Fomos ao forte, uma vez que tinha prometido à mãe que ia lá tirar fotos por ela (lembram-se da chuva e do chichi e do não forte, não lembram?!), mas não é nada de especial! Tem uma vista fixe pela cidade e pelo mar, fjorde ou whatever, vimos uns guardas mal educados a passar por nós, que iam contra mim se eu não me desviasse e quando já estávamos a sair, começou a chover! Corremos para uma bakery na Karl Johans, onde bebemos um chocolate quente maravilhoso e esperámos que a chuva parasse. Senti-me uma pobre feliz! Entretanto, havia pre-party em casa do David (Irlandês) e, de seguida, fomos para um Pub ali na zona, que tem a cerveja mais barata cá da zona! Decidi apanhar o nightbus para casa e tive que pagar 50, sim, CINQUENTA COROAS, MAIS DE 5 EUROS, para andar num mísero autocarro que faz o mesmo percurso que o 54 mas que, só porque anda de noite, custa os olhos todos no corpo!!! Não sei, de facto, o que é que eles têm contra a noite nesta cidade, mas começa a tirar-me do sério!
E agora vou jantar que a minha vida não é isto e tenho um concerto de jazz para ir assistir!
ADOOOROOOO!

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